anjinhos

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ANJOS: 'Aqueles Que Nunca Dormem'. ['Globo Ciência'. 1996].

Música suave toca a alma e atrai a presença dos anjos... Selecionamos algumas para você ouvir durante a leitura. Clic, minimize-as, e reabra o portal:
Dolphin Dreams. Melody oceans. (59:48).
Guardião do Dia: ‘MIHAEL’ – "Deus Pai caridoso". 'Mihael' protege os nascidos em 11/12, 22/02, 06/05, 18/07 e 29/09. "Este anjo ajuda a preservar a paz e a união entre os esposos. Protege as pessoas que recorrem à Luz, que têm premonições ou pressentimentos favoráveis. Dá inspiração para desvendar os segredos e tudo que precisa ser descoberto. Facilita a geração sadia das espécies, a amizade e fidelidade conjugal".

"Quem nasce sob esta influência será pacífico, carinhoso, amará profundamente a todos e cuidará da preservação do bem estar da comunidade. Será um grande organizador de acordos sociais e políticos; promove reconciliações e negociações. Intelectual, defenderá os direitos da mulher na sociedade. Colaborador de ideias comunitárias ligadas à área de saúde (enfermagem, Cruz Vermelha), poderá ser conhecido inclusive em outros países, por sua colaboração e dedicação ao bem estar da criança. Estudará as relações matrimoniais, através da filosofia, religião, sociologia ou psicologia"...
Profissionalmente: "Terá boas chances no trabalho com associações comerciais, associações de classe, na política, relações públicas e advocacia. Seus dotes artísticos poderão manifestar-se inspirados pela natureza, quando puder gozar da vida ao ar livre".  [Fonte: 'Anjos Cabalísticos' e 'A Magia dos Anjos Cabalísticos'. Monica Buonfiglio].


Categoria 'Virtudes'. São oito anjos regidos e orientados pelo Príncipe-Arcanjo Raphael. Sua atribuição é "orientar as pessoas a respeito de sua missão e cumprimento do carma. Tem o poder para controlar os fenômenos da natureza e mantêm as leis que regem o universo. Seus protegidos são capazes de operar verdadeiros milagres". [Fonte: 'Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Anjos'. Claudia Maria Janssen. Universo dos Livros].


"Ninguém nasce para sofrer. Nasce no mundo espaço-tempo para aprender e ampliar a consciência". (Campos de Raphael).

Árvore Especial de Natal!
Clic no Anjinho de Natal.

MENSAGEM DE NATAL: "Não comerás carne, nem beberás bebidas fortes, pois a criança será consagrada a Deus ainda no ventre de sua mãe". (O Anjo Gabriel instruindo a Maria, em 'O Evangelho da Vida Perfeita')... E, mais tarde Jesus, diz: "Mantende vossas mãos afastadas do derramamento de sangue, e não permitais que qualquer alimento de carne entre pela vossa boca, pois Deus é justo e magnânimo, tendo ordenado que o homem viva somente de frutas e sementes da terra"... Então, alimente-se de modo sagrado no Natal: coma nozes, frutas e vegetais. Evite álcool e rejeite carnes de animais e aves;  sua carne está impregnada de pavor e sofrimento nos abatedouros e sobrecarregam nossas almas. "Vivei e deixai viver!"  Deus é Luz, Energia-Amor quântica, presente no âmago de tudo no Universo, seres e animais. E o Natal simboliza o nascer da Luz em nossos corações!
Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).
Anjos – 'Aqueles Que Nunca Dormem'.
"A maior autoridade em angelologia da tradição cristã, conhecido na literatura filosófica como Pseudo-Dionísio Areopagita, dizia que anjos são entes puramente espirituais, desprovidos de qualquer corporeidade. E de tratar-se de inteligências puras e sem forma, realidades simples, que em si mesmas não podemos conhecer nem contemplar”...
Ao lado do debate sobre a substância de que são constituídos os anjos, os Padres da Igreja se empenharam também numa longa e exaustiva discussão acerca de sua forma. As imagens empregadas pelas Escrituras para descrevê-las mostram desde homens alados, passando por figuras de múltiplas faces e feições animais, até seres em forma de rodas resplandecentes. Todas elas, porém, têm para Pseudo-Dionísio um sentido puramente simbólico. Lançar mão dessas imagens concretas e surpreendentes teria sido, segundo ele, a maneira encontrada pelos redatores das Escrituras para descrever o indescritível. E também um modo deliberado de ocultar às pessoas comuns informações que elas ainda não estariam prontas para receber.

A interpretação de Pseudo-Dionísio acabou dominando a angelologia cristã, mas deixa uma importante pergunta sem resposta: por que místicos de épocas posteriores, como Santa Hildegard de Bingen, São Francisco de Assis, Santa Teresa de Ávila, Emanuel Swedenborg e Rudolf Steiner, utilizam imagens tão semelhantes às das Escrituras para descrever seus supostos contatos com entes angélicos?

Uma resposta consistente será dada apenas cerca de sete séculos depois de Pseudo-Dionísio, na obra de Ibn Árabi (1165-1240), o autor mais profundo do Islã, chamado pelos místicos de “o maior de todos os mestres”. Segundo Ibn Árabi, a verdade está no meio-termo: existe um nível de realidade mais sutil que o mundo físico, porém mais denso que o mundo espiritual. Assim como os homens, os anjos possuiriam uma essência espiritual. Porém, do mesmo modo que o corpo humano pertence ao mundo físico, as imagens angélicas percebidas nas experiências visionárias fariam parte desse estado intermediário entre a matéria e o espírito...
 
Outro tema em que se empenharam os pensadores de diversas tradições é o da classificação dos anjos. Maimônides (1135-1204), o maior representante da filosofia medieval judaica, dividiu-os em dez grupos sucessivos: Chayot, Ofanim, Arelim, Chashmalin, Serafim, Malachim, Elokim, Bene Elokim, Kerubim e Ishim. Alguns desses nomes, ou seus equivalentes gregos, também aparecem no cristianismo, em especial no livro ‘A Hierarquia Celeste’, de Pseudo-Dionísio. Lá, ele apresenta a classificação em geral ainda aceita hoje, que fala em nove categorias angélicas, agrupadas em três conjuntos de três: serafins, querubins (ao lado) e tronos; dominações, virtudes e potestades; principados, arcanjos e anjos. 

Segundo Pseudo-Dionísio, as categorias inferiores aprendem das superiores tudo o que diz respeito às operações divinas; as superiores são iniciados nesse conhecimento pelas “luzes da própria Divindade”. A tríade mais alta é constituída pelos serafins, querubins e tronos. Nas palavras do filósofo, essa ordem situa-se “no vestíbulo mesmo da Divindade, circunda Deus de maneira permanente e está unida a ele sem nenhuma mediação”. Recebendo de primeira mão a efusão divina, ela a transmite à tríade seguinte, formada pelas dominações, virtudes e potestades...
É através dessa ordem mediadora que o poder de Deus se exerce com firmeza e seus dons se derramam sobre toda a Criação. Por meio dela, o influxo divino atinge a última tríade, antes de ser finalmente comunicado ao mundo material. Mais próximas da natureza e dos homens, as classes dessa derradeira ordem são os principados, arcanjos e anjos (no sentido estrito da palavra). [Ver acima: 'A Hierarquia Angélica & Alquimia']. 

A crença no anjo da guarda, isto é, de que todo homem é assistido por um anjo particular, que sempre o acompanha, apareceu pela primeira vez no judaísmo da época de Jesus, mas foi extremamente difundida também no cristianismo e no islamismo. Diz o Corão [Alcorão], o livro máximo dos muçulmanos, que “para cada alma existe um guardião”. Por sua função, os anjos da guarda foram descritos como “aqueles que não dormem nunca”. São Tomás de Aquino (1225-1274), o principal nome da filosofia escolástica (medieval) cristã, afirmou que o homem não pode interferir nos planos de seu anjo da guarda...
 
Apesar de sua advertência a fé popular banalizou a figura desses seres alados, transformando-os numa espécie de serviçais sempre à disposição das menores necessidades e caprichos humanos. Nem por isso, porém, a ideia do anjo da guarda é incompatível com uma abordagem mais sofisticada das tradições espirituais. Participando da última classe angélica, esses companheiros invisíveis seriam responsáveis pela transmissão do influxo divino a cada indivíduo da espécie humana.
Uma deliciosa anedota afirma que, quando o bebê vem ao mundo, o anjo da guarda coloca o dedo sobre sua boca e lhe diz: “Esqueça tudo o que você sabe”, referindo-se a toda a sua experiência espiritual anterior. Daí viria a marca divisória que todos nós temos acima do lábio superior. 

Mais do que a substância, a forma e a hierarquia, porém, são os nomes individuais dos anjos e suas respectivas funções que provocam enorme curiosidade hoje em dia. “Essa onda atual, mágica e desvinculada das revelações autênticas, busca descobrir o nome do anjo quase como uma forma de escravizá-lo”, denuncia o teólogo cristão Edmundo Pellizari, professor de Angelologia na Associação Palas Athena, um centro de cultura esotérica de São Paulo.
Sabendo o nome do seu anjo, o homem pensa poder obter os seus serviços. “Mas todos esses rituais mágicos em nada influenciam o mundo angélico. A ação dos anjos se dá em sentido descendente e não ascendente: de Deus para o homem e não do homem para Deus”, sublinha o teólogo.

As tradições espirituais autênticas são, na verdade, extremamente parcimoniosas em relação aos traços individuais dos anjos. São bem poucos os casos em que registram seus nomes, atribuem-lhes frases ou mostra-os agindo no curso dos acontecimentos terrestres. E, quando isso ocorre, não se trata de anjos comuns. Embora chamados genericamente de arcanjos, eles desfrutam de um status tão alto quanto o dos serafins, situando-se no topo da hierarquia celeste...
No Antigo Testamento, o Livro de Tobias, fala dos “sete anjos que estão sempre presentes e têm acesso junto à glória do Senhor”. As religiões oficiais, porém, sempre viram no culto a esses príncipes angélicos uma perigosa porta para o politeísmo. “No catolicismo, a afirmação do primado de Cristo nunca permitiu que se desse muita ênfase aos anjos”, explica o monge católico Francisco Benjamim de Souza Neto, professor de Filosofia Medieval da Universidade de Campinas.
Dos sete arcanjos, os textos canônicos nomeiam apenas três: Miguel, Gabriel e Rafael. Sua magnificência pode ser imaginada a partir da descrição que Mohammed [Maomé] oferece de Gabriel: 

“De repente”, diz o profeta, “Gabriel, o Arcanjo, desceu a mim em sua própria forma, de tal beleza, tal glória sagrada, tal majestade, que todo o meu quarto ficou iluminado. Ele é de uma alvura mais brilhante do que a da neve; sua face é gloriosamente bela; as ondas de seus cabelos caem em longas tranças; sua testa é circundada por um diadema de luz, no qual está escrito ‘Não há outro deus além de Deus’. Ele tem 600 asas cravejadas com 70 mil gemas de crisólito vermelho”.
Contatos diretos com outros anjos são mencionados, no entanto, por místicos de diferentes épocas e tradições. Santa Teresa de Ávila (1515-1592), a grande religiosa espanhola, descreve com palavras apaixonadas o anjo que contemplou em êxtase:
“Não era alto, mas de baixa estatura. E muito belo. Seu rosto, tão inflamado que parecia pertencer à categoria mais elevada dos anjos, aqueles que parecem estar ardendo. Em suas mãos, vi uma longa lança de ouro, em cuja extremidade parecia haver urna ponta de fogo. Com ela pareceu atravessar-me várias vezes o coração”.
Contudo, por mais maravilhosas que sejam as descrições dos anjos, as tradições são unânimes em reconhecer a superioridade dos homens [sic]. A explicação dessa afirmação surpreendente pode ser encontrada, por exemplo, em Ibn Árabi. Diz o mestre sufi que, devido à sua natureza imaterial, os anjos são mais estáveis que os homens, mantendo, com facilidade, a atenção focalizada em Deus. Já os homens, assediados pelas demandas do mundo material, frequentemente se esquecem de sua origem divina e só a custa de muito esforço conseguem focalizar a atenção no Criador. Mas é justamente essa necessidade de escolha entre a matéria e o espírito, esse esforço reiterado para religar-se ao Todo que daria ao homem a possibilidade de uma evolução permanente e ilimitada...
A partir de reflexões como esta se compreende a fala que os anjos Cassiel e Rafaela dirigem aos homens no filme ‘Tão Longe, Tão Perto’, de Wim Wenders: “Somos os mensageiros que aproximam os que estão distantes. Não somos a Mensagem. Somos apenas os mensageiros. A Mensagem é o Amor. Nada somos. Vocês são tudo para nós”. [Ω] [Cf. ‘Globo Ciência’, p. 23/29. Fevereiro. 1996]. (*)
(*) Nota: Em 2009, passando por uma livraria sebo Rua dos Arcos, em Nova Friburgo, uma pilha de revistas usadas na porta de entrada me chamou a atenção porque mostrava a figura de dois anjos atravessando um portal e senti o impulso de adquiri-la. Paguei um real, e ao chegar em casa vi tratar-se da revista ‘Globo Ciência’ e  da capa era sobre a Hierarquia Angélica. A revista era de fevereiro de 1996, mês e ano que cheguei à cidade para adquirir um apartamento para nossa moradia, pois uma série de eventos significativos nos levara a mudarmos do litoral de São Paulo para Friburgo, onde minha esposa fôra criada desde os seus nove anos de idade. Até ali eu não percebera que os Anjos da Sincronicidade estavam atuando naqueles fatos, o que me conscientizei a partir de 17.02.2001, quando o meu Anjo Guardião começou a comunicar-se comigo por sinais e intuições. Mas, só em 2009, a coincidência das datas da revista com a época de nossa mudança de São Paulo para Friburgo, e os anjos atravessando um portal foi que veio a intuição para iniciar este trabalho pelo nome de ‘portal de anjos’... Nada acontece ao Acaso! (Campos de Raphael).

Clic e veja tb.: 'Anjo da Anunciação: A História Original de Jesus-Maria', chamado Cristo'. - Há séculos preservada na Índia em aramaico, como 'O Evangelho da Vida Perfeita'.
Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).


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