anjinhos

sábado, 26 de maio de 2012

O MISTÉRIO DO AMOR - Portais de Consciência (2).

"Viveis para aprender a amar. Amais, para aprender a viver. Nenhuma outra lição é exigida do Homem". [Cf. 'O Livro de Mirdad' - "O Amor é a Lei de Deus". Mikhail Naimy].
INTROITOS:

V. tem um anjo-guardião!
Veja tb. (Clic): 'Anjos & Alienígenas'. (Vídeo).


V. sabia? Carl Jung descobriu que "agentes espirituais" atuam por trás do Oráculo de o 'I Ching'. E sabe que esses "anjos da Sincronicidade", além de propiciar as 'coincidências significativas' , podem ajudar-nos através das Cartas do Tarot?!
Vídeo: Mude seu olhar: ‘Alma Humana’ (Ana D’Araujo, psicoterapeuta).
  1. O MISTÉRIO DO AMOR - (Relato).
    “Se as portas da percepção fossem abertas, todas as coisas apareceriam para o homem tal como são – infinitas”. (William Blake). [‘Para Além da Mente’, p. 102. Abril Livros. 1993]. 
"Atacado de disenteria e tremendo de febre, John Bennett acordou certa manhã de 1923 resignado a ficar o dia inteiro de cama. Então, de repente, animou-se com um vigor imenso e inexplicável: ‘"Senti meu corpo levantando-se; vesti-me e fui para o trabalho como sempre, mas desta vez com uma estranha sensação de estar sendo mantido inteiro por uma Vontade superior, que não era a minha própria’"... 
 
A força recém-descoberta de Bennett sustentou-o durante uma manhã de trabalho, mas na hora do almoço ficou doente demais para comer, e uma aula de exercícios durante a tarde pareceu-lhe além do que podia suportar. No entanto, Bennett sentiu-se compelido a participar.

Cientista e matemático de profissão, ele há pouco tornara-se discípulo de Georgei Gurdjeff no Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem, mantido pelo místico greco-armênio em Fontainebleau, nas cercanias de Paris; e os exercícios eram parte importante do programa. Os movimentos recomendados por Gurdjeff eram de enorme complexidade e exigiam concentração e coordenação, mas Bennett forçou-se a seguir o programa, mesmo quando os demais estudantes iam caindo, um por um.
 
Bennett, também à beira da exaustão, sentiu de repente outro surto de vigor, ainda mais intenso do que sentira de manhã. ‘Meu corpo parecia ter-se transformado em luz’, contou. ‘Não conseguia senti-lo da maneira comum. Não havia esforço algum, nenhuma dor, nenhum cansaço, nem qualquer sensação de peso’ .
Para por à prova a extensão dessa misteriosa vitalidade, Bennett foi depois para seu jardim e começou a cavar sob o feroz calor da tarde. Começou em um ritmo que normalmente o esgotaria em poucos minutos, mas não sentiu fadiga, nem qualquer sensação de esforço. Além disso, seu estado mental estava diferente:

“Eu experimentava uma clareza de pensamento que só havia tido involuntariamente em raros momentos, mas agora estava às minhas ordens.(...) A expressão ‘no olho de minha mente’ assumiu um novo significado quando ‘vi’ o padrão eterno de cada coisa para a qual olhava: as árvores, as plantas, a água fluindo no canal e até a pá, e finalmente meu próprio corpo”.

Mais tarde, ao caminhar por uma floresta perto de casa, Bennett descobriu outro aspecto do misterioso poder que tomara conta dele. Lembrou-se de um conferencista que havia assinalado como é pequeno o poder dos homens sobre as próprias emoções, citando como prova o fato de que não se pode ficar espantado quando se quer.
Mas quando Bennett disse a si mesmo: “Vou ficar espantado”, foi tomado instantaneamente de espanto por tudo o que lhe vinha à mente. “Cada árvore era tão singularmente ela mesma que tive a sensação de que poderia andar pela floresta para sempre e nunca deixar de estar maravilhado. Então, veio-me à mente o pensamento de “medo”. Na mesma hora, eu estava tremendo de terror. Horrores desconhecidos ameaçavam-me por todos os lados. Pensei em ‘alegria’ e senti que meu coração ia arrebentar de arrebatamento”.

“A palavra ‘amor’ veio-me à lembrança e fui tomado por matizes sutis de ternura e compaixão, sentindo a profundidade e o alcance do amor. O amor estava em tudo e em toda parte. Era infinitamente adaptável a cada matiz da necessidade. Depois de algum tempo, aquilo foi demais para mim; pareceu-me que, se mergulhasse mais um pouco no mistério do amor, eu cessaria de existir. Quis livrar-me daquele poder de sentir o que quisesse e na mesma hora ele me deixou”...

A experiência de Bennett de transcender os limites da mente cotidiana era precisamente o objetivo dos exercícios de Gurdjeff. Quando jovem, Gurdjeff vagara durante anos pela Índia, Tibete e Oriente Médio, em busca de meios para servir-se do potencial pleno da existência humana. Passou a acreditar que, embora a maioria das pessoas tenha por certos os limites de suas vidas, na verdade elas podem ser despertadas para uma compreensão de grandes poderes sem uso dentro de si mesmas...
O sistema que ele acabou ensinando na Rússia, França e nos Estados Unidos, misturava elementos de sufismo, budismo e cristianismo; centralizava-se em complexos exercícios que exigiam tal concentração que às vezes os participantes, sem o saber, podiam aventurar-se para além de seus limites percebidos e descobrir mais consciência e controle.
Movendo-se em níveis cada vez mais altos em suas próprias mentes, segundo ensinava Gurdjeff, iam ficando cada vez mais abertos a visões de uma vida física e mental acima da existência humana. A técnica de Gurdjeff para expandir as fronteiras aparentes da consciência é uma das muitas estratégias concebidas pelos homens para explorar os limites da mente e servir-se de seu potencial sem uso.

Para os místicos da Índia e do Tibete, muitos níveis de consciência existem acima do estado normal centrado em si mesmo, da humanidade. Os níveis assumem uma transcendência cada vez maior e uma consciência cada vez mais ampla, até um estado de iluminação em que o ego é deixado para trás.
“No nível mais alto, acreditam os adeptos, está o nirvana, ao qual toda a vida aspira. Descrito às vezes como a união com o princípio supremo do universo, o nirvana não é apenas a salvação pessoal, mas a participação em uma realidade além do nascimento e da morte”. [Cf. ‘Para Além da Mente’, p. 100/101. Abril Livros. 1993].
Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário