anjinhos

quinta-feira, 3 de março de 2011

ANJOS DA MANHÃ: Acorde cedo e experimente sua magia.

“Uma vez que Sua Essência é Amor, Deus aparece diante dos anjos como um Sol… E, desse Sol, irradiam-se calor e luz; o calor sendo o Amor e, a luz, a Sabedoria. E os anjos são amor e sabedoria, não por si mesmos, mas por causa de Deus”... – Emanuel Swedenborgh. (’Angelic Wisdom’).

Anjos: V. já sabe qual é seu anjo da guarda?! (Clic): "Descubra seu anjo pelo mês de nascimento". (Monica Buonfiglio). Veja tb:“Conheça o Seu Anjo da Guarda".

Intróito: Uma das mais agradáveis surpresas que me foi reservada em Rio das Ostras, foi descobrir que a casa para a qual os anjos me guiaram para morar está posicionada de tal modo que posso contemplar a aurora e o nascer do Sol, pela janela do quarto de dormir voltada para o Oriente - "onde nasce a luz" (ver abaixo, foto das 6:19 [5:19 da manhã] de 04.02.11) -, e adentra também pelas janelas da cozinha no café da manhã.

Nestes dias de verão, a aurora que precede o nascer do Sol apresenta quase sempre uma luminosidade angélica; e como normalmente me levanto cedo, começo cada dia agradecendo aos anjos da manhã, que naquele momento precedem o nascer do Sol e seus raios de luz que a tudo ilumina e vivifica...

Aqueles que acordam cedo podem sentir, de alguma forma, a espiritualidade do momento que antecede o nascer do Sol. V. comprovará isto nos dois textos a seguir; primeiro, um belo artigo publicado no final de 2.000, sobre o “Trabalho com os Anjos”.

E depois, uma experiência profunda de Carl Jung, quando estudava a tribo africana dos elgonys, ao assistir o raiar do dia no alto do Monte Elgon; um vulcão extinto com cerca de 4 km de altura, na fronteira entre Uganda e Quénia. Essa montanha é mais conhecida pelas suas cavernas contendo sal, que há séculos os elefantes da savana (Loxodonta africana), usam como alimento...

Possa você ter bom proveito ao experienciar a presença dos anjos da manhã! Luz, Amor e Paz! (Campos de Raphael).

Descubra a Magia dos Anjos da Manhã - (Mirna Grzich e Biba Arruda).
“Experimente acordar bem cedo antes do raiar do Sol”... O Amanhecer e o por do Sol são ocasiões solenes, encantadas. Cada amanhecer confirma nossa vida, e contém mais beleza e poder que o de ontem. Antes do romper do dia, as criaturas terrestres e espirituais se preparam para o vibrante momento em que o disco solar reluz sobre elas, quando nasce no horizonte.

Os anjos da manhã adicionam às radiações do Sol mensagens de música e correntes de cura cósmica que só eles são capazes de transmitir. Experimente acordar bem cedo, antes do raiar do Sol, e viva conosco essa experiência. Podemos sentir a atividade dos anjos da manhã mesmo antes do Sol nascer. Eles antecedem a presença dos raios do Sol sobre a superfície da Terra. Esses anjos trazem mais amor e gratidão para nossas vidas, pela manhã.

Antes um pouco do amanhecer, acontece um momento de silêncio, de adoração, e então o Sol reluz triunfante sobre o horizonte. Nesse momento a natureza e os homens são animados com estímulos para começar o dia. Recebemos do amanhecer ondas de renovação.
“Respire profundamente, e deixe sair todo o ar acumulado nos pulmões durante a noite. Deixe entrar o ar renovado da manhã. Faça uma reverência ao Sol. Isso trará muita saúde para você, e é feito há milhares de anos pelos indianos”... [Extraído da Revista ‘Anjos’, n. 1 - Biba Arruda e Mirna Grzich. Editora Três].

"A NOSTALGIA DA LUZ É A NOSTAGIA DA CONSCIÊNCIA" - Carl Jung.
“O espaço da alma é imensamente grande e pleno de realidade viva. Sobre suas fronteiras paira o mistério da matéria e do espírito; ou, ainda, o dos sentidos. Eis o que constitui para mim, os limites dentro os quais posso formular minha experiência”... Carl Jung. [Cf. 'Memórias, Sonhos, Reflexões’, p.322. Nova Fronteira].

“A aurora, nessa latitude [Uganda, África], era um acontecimento que sempre me subjugava. Era menos o jorrar, em si mesmo magnífico, dos primeiros raios, do que aquilo que se seguia. Logo depois do levante, eu me habituara a ficar sentado sob uma acácia guarda-sol, em minha cadeira-de-campo”.

Diante de mim, no fundo do pequeno vale, estendia-se uma fita de floresta virgem, de um verde sombrio, quase negro e, mais acima, do outro lado, aparecia a orla do planalto. Inicialmente, tudo era um violento contraste entre o claro e o escuro; depois, tudo tomava forma e contorno na luz que enchia todo o vale de uma claridade compacta.

Mais acima, o horizonte irradiava uma luz branca. Pouco a pouco a luz ascendia, parecendo insinuar-se nos próprios objetos que se iluminavam por dentro e acabavam por ficar transparentes como vidros de cor, transformando tudo em cristal cintilante.

O apelo do pássaro “tocador de sino” enchia o horizonte. Minha impressão, nesses momentos, era a de que me achava num templo. Era a hora mais sagrada do dia. Diante desse esplendor eu experimentava uma admiração insaciável, ou melhor, um êxtase intemporal.

Perto do lugar em que me achava, havia um grande rochedo habitado por grandes macacos (babuínos, papiões). Todas as manhãs sentavam-se tranqüilos, quase imóveis, no cume, do lado ensolarado do rochedo; mas durante o dia enchiam a floresta de barulho e de gritos agudos. Da mesma forma que eu, pareciam reverenciar o nascimento do Sol.

Lembravam-me os grandes cinocéfalos do templo de Abu Simbel, no Egito, que repetem gestos de adoração. Contam sempre a mesma história: desde sempre veneramos o grande deus que salva o mundo, surgindo, como irradiante luz celeste, da grande obscuridade.

Nessa época, compreendi que, desde a origem, uma nostalgia de luz e um desejo inesgotável de sair das trevas primitivas habitam a alma. Ao cair a grande noite, tudo se impregna de profunda melancolia e de uma indizível nostalgia de luz.

Isso se exprime nos olhos dos primitivos e pode ser visto também nos olhos dos animais. Há no olhar animal uma tristeza que nunca se sabe se está ligada profundamente à sua alma, ou se é o significado doloroso e pungente que emana do ser primitivo. Esta tristeza é a atmosfera da África, a experiência de sua solidão: as trevas dos primeiros tempos, um mistério maternal.

"Eis porque o nascimento do Sol, na manhã, é o acontecimento que subjuga os negros. O instante em que a luz se faz é Deus. Esse instante é liberador. É a experiência primitiva do momento vivido, que já se perde e esquece quando se pensa que o Sol é Deus.
“Alegramo-nos de que a noite, hora em que os espíritos erram, tenha chegado ao fim!”-dizem os negros. Isto já e uma racionalização. Na realidade, pesa sobre o país uma obscuridade bem diferente da noite natural. É a noite psíquica primitiva, os inúmeros milhões de anos durante os quais tudo foi sempre tal como continua a ser hoje. A nostalgia da luz é a nostalgia da consciência”... [Cf. ‘Memórias’, p. 236/37. C.G. Jung. Edit. Nova Fronteira].

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